Saiba o que é o fenômeno El Niño, que coloca milhões em risco

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Saiba o que é o fenômeno El Niño, que coloca milhões em risco

Por Daniel Dickinson*

Clima e Meio Ambiente

O fenômeno El Niño está colocando milhões de vidas em risco no leste e sul da África, mas a ONU está garantindo que as comunidades estejam mais bem preparadas para lidar com seus impactos.

O El Niño está colocando milhões de vidas em risco no leste e no sul da África. Durante esse período, agências e fundos da ONU atuam com comunidades inteiras para melhor preparar as pessoas para lidar com os impactos do fenômeno climático. 

As histórias são variadas: Um agricultor na Zâmbia que não vê uma colheita de milho há tempos, uma mãe somali que tenta salvar os filhos doentes em meio a enchentes. Uma criança com fome no Malauí são episódios frequentes quando o El Niño chega.

O que é o El Niño?

O El Niño é um padrão climático natural — um aquecimento periódico do Oceano Pacífico que altera as condições meteorológicas em todo o mundo.

Não é um fenômeno novo nem causado pelas mudanças climáticas, embora estas possam agravar seus impactos.

Segundo os meteorologistas, o El Niño deve se intensificar, nos próximos meses, e possivelmente se estender até o início de 2027. 

© WFP/Gabriela Vivacqua Um agricultor inspeciona uma plantação de milho afetada pela seca na Zâmbia.

Para milhões de pessoas no sul e no leste da África, isso não é uma previsão do tempo. É um alerta contundente.

Onde e como a ameaça se manifesta?

O El Niño não afeta todos os lugares da mesma maneira.

No leste da África, da Somália à Tanzânia, ele tende a trazer chuvas excessivas. Enchentes repentinas, transbordamento de rios, deslizamentos de terra, casas submersas, estradas destruídas e o isolamento de clínicas e escolas.

No sul da África, da Zâmbia à África do Sul e da Namíbia a Moçambique, geralmente ocorre o oposto: falta de chuva, o que resulta em quebra de safras, secagem de fontes de água e desaparecimento de pastagens.

Condições climáticas diferentes, mas o mesmo resultado: as pessoas mais vulneráveis ​​perdem as redes de proteção que garantem a sua sobrevivência.

Esnart Chongani é agricultora na Zâmbia. Ela relatou que, devido à seca de 2024, sua família não colheu absolutamente nada de milho.

Colheitas afetadas e fome

“Não me lembro de nada parecido”, disse ela. “As pessoas estão passando muita fome. A generosidade da nossa comunidade desapareceu porque todos estão enfrentando dificuldades.”

Martha Kalumbi, do Malawi, cujo bebê foi hospitalizado por desnutrição, disse que uma colheita fracassada deixou sua família e todos ao seu redor sem nada.

“Meu filho chorava o tempo todo. Os médicos me disseram que ele estava passando fome e ficando desnutrido”, disse ela. “Eu temia que meu bebê pudesse morrer. A situação era dolorosa.”

© OMS Um trabalhador desinfeta um prédio que pode estar contaminado com malária.

E não se trata apenas de fome. As inundações contaminam o abastecimento de água, o que alimenta surtos de cólera e outras doenças transmitidas pela água.

Mosquitos e malária

A água parada favorece a proliferação de mosquitos, aumentando os casos de malária.

As pessoas perdem suas casas e são deslocadas, às vezes de forma definitiva.

Na Somália, Asha Mohamed, mãe de nove filhos, foi forçada a deixar sua casa devido às inundações de 2023.

“A vida ficou difícil depois das inundações”, disse ela. “Meus filhos adoeceram e eu não tinha dinheiro para comprar remédios ou levá-los a uma unidade de saúde adequada.”

Como a ONU está se antecipando ao El Niño ?

A boa notícia: o El Niño pode ser previsto com meses de antecedência. Isso proporciona às agências humanitárias uma vantagem valiosa, e elas estão aproveitando essa oportunidade.

ONU News/Daniel Dickinson Um agricultor em Madagascar mostra um aplicativo que o ajuda a se preparar para a chegada de padrões climáticos extremos.

• Destinação de recursos antes da crise, e não depois. Entre 2023 e 2025, o financiamento para “ação antecipatória” chegou a mais de três milhões de pessoas no sul da África e a 5,5 milhões no leste da África; recursos financeiros e assistência foram entregues antes da ocorrência do desastre, e não durante ele.

  • Preparando os agricultores para sobreviver a uma safra ruim. Em Madagascar, as famílias que receberam antecipadamente transferências de renda e sementes resistentes à seca tiveram uma alimentação visivelmente melhor do que aquelas que não os receberam.

•          Desenvolvimento de sistemas de alerta precoce mais eficazes. Na Zâmbia, o governo e parceiros internacionais estão investindo em uma infraestrutura de monitoramento meteorológico mais robusta para identificar riscos com maior antecedência.

•          Lançamento de um apelo conjunto para proteger as populações mais vulneráveis. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, e o Programa Mundial de Alimentos, WFP, buscam alcançar 8,8 milhões de pessoas em 22 países de alto risco, oferecendo assistência financeira, apoio agrícola voltado à resiliência contra inundações e secas, e medidas de proteção para a pecuária.

Como afirmou Tom Fletcher, coordenador de Ajuda Humanitária de Emergência da ONU: “A escolha é clara: podemos esperar pelo desastre ou investir em resiliência”.

Para comunidades que já vivenciaram essa situação, essa vantagem inicial pode fazer toda a diferença.

Agências acompanham entrada de migrantes do Norte da África na Espanha

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Agências acompanham entrada de migrantes do Norte da África na Espanha

Direitos humanos

Sobem para 19 os mortos em tentativas de travessia a nado para o território de Ceuta; administrado pela Espanha; enquanto centenas de pessoas iniciam retorno voluntário ao Marrocos, OIM e Acnur seguem caso na região.

Os territórios espanhóis de Ceuta e Melilla registraram, nas últimas 24 horas, tentativas de travessia de centenas de migrantes por terra e mar a partir do Marrocos. Agências de notícias revelaram que, enquanto dezenas iniciam o retorno voluntário, o número de mortos no mar subiu para 19.

Na Espanha, a Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que está em coordenação contínua com as autoridades para prestar suporte. 

Sem equipe fixa em Ceuta

Embora a OIM não mantenha uma equipe fixa em Ceuta, a agência tem profissionais em pontos estratégicos de recepção, como Andaluzia e as Ilhas Canárias.

ONU/Mark Garten Obra de arte que mostra os migrantes no local da Conferência Intergovernamental para adotar o Pacto Global pela Migração Segura, Ordenada e Regular, realizada em dezembro em Marrakech, Marrocos, com o apoio da Assembléia Geral das Nações Unidas.

O monitoramento também é realizado pela representação da Agência das Nações Unidas para Refugiados na Espanha, Acnur, que acompanha os eventos na região. Seus agentes estão prontos para ir a Ceuta e a Melilla, caso a avaliação humanitária no local exija intervenção direta.

Fluxo inverso e tensão na costa

As últimas horas foram marcadas por uma sequência de eventos intensos na fronteira entre o Norte da África e a Espanha. Centenas de migrantes que haviam entrado de forma irregular no território de Ceuta começaram a voltar na sexta-feira.

O retorno voluntário ao Marrocos ocorreu pelo mesmo caminho no litoral, ou espigão, utilizado inicialmente para a travessia. 

A perda de vidas no trajeto ocorreu por afogamento durante a perigosa tentativa de nadar do litoral marroquino em direção a Ceuta. De acordo com a Guarda Civil Espanhola, grandes grupos superaram o dispositivo policial no espigão costeiro e conseguiram ultrapassar a cerca divisória.

Unesco/Leila Maizaz Paralisação deixou centenas de veículos e viajantes retidos nas vias de acesso

Imagens gravadas no local mostram centenas de pessoas pulando na água com boias improvisadas e câmaras de ar de pneus para vencer as ondas ao redor da barreira. 

Em terra firme, outros grupos forçaram a abertura de um dos portões de acesso, correndo em direção ao interior da cidade autônoma.

Melilla paralisada e reforço militar

A instabilidade também atingiu Melilla, território onde fica o posto de Beni-Enzar, o único ponto de travessia operacional entre a Espanha e o Marrocos naquela área. O local permanece totalmente fechado após ter sido desativado devido a sucessivas tentativas de travessia.

Na fronteira, o impacto logístico é amplo devido ao bloqueio total de Beni-Enzar. A paralisação deixou centenas de veículos e viajantes retidos nas vias de acesso. Muitos são cidadãos de origem magrebina que vivem na Europa e viajavam ao Marrocos, os quais agora aguardam a liberação para cruzar a divisa.

A resposta das autoridades espanholas tem sido o reforço das patrulhas de segurança. Para conter novas tentativas de avanço, veículos do Exército espanhol e patrulhas reforçadas da Guarda Civil patrulham todo o perímetro fronteiriço.

OMS: mundo ainda longe da meta de erradicar HIV, hepatites e ISTs até 2030

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: OMS: mundo ainda longe da meta de erradicar HIV, hepatites e ISTs até 2030

Saúde

Relatório mostra avanços importantes, como a queda de 42% nas novas infecções por HIV e a eliminação da transmissão vertical no Brasil; desafios incluem aumento das mortes por hepatite B, resistência a antibióticos e cortes de fundos.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou um relatório sobre o progresso das Estratégias do Setor de Saúde Global sobre HIV, hepatite viral e infecções sexualmente transmissíveis, ISTs. 

Lançado durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids e o Dia Mundial da Hepatite, no Rio de Janeiro, o estudo destaca as conquistas e os desafios na resposta global a essas epidemias.

O que tem sido feito

Os países lusófonos enfrentam desafios comuns e específicos para alcançar as metas de eliminação até 2030. Brasil e Portugal avançaram em ampliar o acesso a antirretrovirais, mas ainda precisam expandir a cobertura vacinal de HPV e hepatite C.  O estudo ressalta a eliminação da transmissão vertical de HIV, meta alcançada pelo Brasil em 2025.

Já Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde têm como prioridade aumentar a vacinação contra hepatite B e reduzir a transmissão vertical de HIV e sífilis, além de fortalecer sistemas de vigilância digital.

Os avanços: queda nas infecções e expansão do tratamento

De acordo com o relatório, no ano passado houve queda de 42% no número novas pessoas infectadas por HIV em relação à 2010. O número de mortes relacionadas à Aids caiu 57%, totalizando 570 mil óbitos em 2025.

Cerca de 32 milhões de pessoas vivendo com HIV estavam em terapia antirretroviral nesse período, impulsionando metas globais de testagem e supressão viral.

No cenário das hepatites virais, as infecções anuais caíram 32% globalmente desde 2015, refletindo o aumento na cobertura da vacinação infantil, que alcançou 84% em 2024.

Opas Tratamento de pacientes com hepatite no Chile

Os desafios e alertas

Apesar do otimismo em relação às métricas, o mundo não está no caminho certo para erradicar o HIV, as hepatites virais e as ISTs como ameaças à saúde pública até 2030, segundo a OMS.

Em 2025, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento global sofreu cortes de doadores bilaterais e multilaterais, como os Estados Unidos e países europeus. O Fundo Global arrecadou US$ 12,6 bilhões para o ciclo 2026-2028, abaixo da meta de US$ 18 bilhões.

Pesquisas da OMS revelam que, embora o fornecimento de tratamentos antirretrovirais tenha sido priorizado pelos governos nacionais, os serviços de prevenção e testagem sofreram impactos negativos em diversos de países. Além disso, as mortes associadas à hepatite B aumentaram 17% desde 2015, totalizando 1,1 milhão de óbitos em 2024.

Os registros de casos de ISTs continuam subindo, acompanhados por uma crescente resistência a antibióticos usados no tratamento da gonorreia, especialmente a ceftriaxone, cujos níveis de resistência superam 5% na Ásia.

O caminho para 2030

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, o estudo conta duas histórias: demonstra o que é possível quando os países investem em saúde, mas também o que acontece quando há interrupções de financiamento. 

Apesar das inovações científicas e investimentos impactarem beneficamente a saúde global, os cortes no financiamento internacional ameaçam décadas de conquistas. Para o período de 2026 a 2030, a OMS aponta a integração de serviços como principal solução. A recomendação é que os atendimentos de HIV, hepatites e ISTs sejam incluídos na atenção primária de saúde.

Até 2030, a aposta da agência para cumprir as metas está na adoção de novas tecnologias, como o lenacapavir, inibidor de longa ação para prevenção do HIV, e diretrizes para a profilaxia pós-exposição com doxiciclina, doxy-PEP.

O relatório também reforça que o engajamento de comunidades e a sociedade civil são indispensáveis para garantir que os serviços alcancem os grupos historicamente excluídos.

Surto histórico de ebola e fome extrema afetam leste da RD Congo

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Surto histórico de ebola e fome extrema afetam leste da RD Congo

Saúde

Epidemia mais rápida já registrada teve mais de 3,4 mil infectados pela estirpe bundibugyo; até 2,6 milhões de pessoas em risco de fome severa; peritos da OMS e do WFP falam de corrida contra o tempo no país africano.

A República Democrática do Congo, RD Congo, enfrenta a que é tida como a expansão mais veloz e arrasadora do ebola de que se tem memória. O vírus atingiu 48 zonas de saúde nas áreas orientais de Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Tshopo e Alto Uele.

Nesta quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou que a epidemia provocou um duplo pesadelo humanitário ao cruzar-se com uma crise de fome sem precedentes.

Atrasos, medo e fome

Além dos 3.442 infectados confirmados, a emergência já deixou mais de 1,5 mil mortos. Com a alta, o número de vítimas fatais avançou 50% em uma semana, muito mais rápido do que a capacidade de resposta das autoridades.

Unicef/Mark Naftalin Vírus atingiu 48 zonas de saúde em cinco áreas orientais

Para o diretor-executivo interino do Programa Mundial de Alimentos, WFP, Carl Skau, “o ebola alimenta-se do atraso, do medo e da fome. A meta de parar este surto exige a união de todas as forças e a total participação das comunidades na resposta.”

A presente crise, o maior surto da história causado pela estirpe bundibugyo, registra 40% de letalidade, sendo caracterizada por hemorragias severas e rápida degradação clínica.

Prevenção e controle de infecções

Pelo menos 2,65 milhões de congoleses sofrem de fome aguda. Há pessoas em risco crítico nas zonas afetadas, incluindo 628 mil em emergência. No epicentro, província de Ituri, 1,9 milhão enfrenta níveis graves de insegurança alimentar.

As Nações Unidas apoiam a mobilização de emergência e a resposta diante do avanço fulminante do vírus. Equipes de resposta rápida da Base Uele e da OMS foram mobilizadas para as zonas de alto risco de Viadana, Poko e Ganga.

ONU News RD Congo vive o maior surto da história causado pela estirpe bundibugyo

Apesar do acesso geograficamente complexo e difícil, um grupo de 12 peritos da linha de frente e suprimentos médicos vitais chegaram ao terreno para reforçar a vigilância epidemiológica, a prevenção e o controle de infecções.

As ações envolvem ainda a gestão e o tratamento de casos, a comunicação de risco e o engajamento comunitário.

Comida é a primeira linha de contenção do ebola

Para reafirmar o apoio internacional, a diretora de Gestão de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, desembarcou em Kinshasa, de onde segue para Bunia, no coração da crise.

O Programa Mundial de Alimentos, WFP, fez um apelo urgente para a captação de US$ 293,6 milhões para os próximos seis meses. A assistência alimentar é essencial, pois, sem comida em casa, as famílias infectadas ou sob suspeita quebram a quarentena em busca de sustento, espalhando o vírus.

Na operação humanitária da agência especializada em alimentos, foi criada uma ponte aérea de emergência que realizou 495 voos, transportando 3.395 profissionais de saúde e 56 toneladas de carga essencial.

ONU/Martine Perret Número de vítimas fatais avançou 50% em uma semana

Para a nutrição dos doentes, foram servidas mais de 160 mil refeições quentes em 17 centros de tratamento e isolamento.

Obstáculos no terreno

A agência promove ainda o apoio a famílias confinadas. Cerca de 23 mil pessoas receberam alimentos mensais, incluindo 14 mil em quarentena rigorosa, e outras 36 mil contaram com assistência alimentar geral.

A velocidade de contágio e a escassez de recursos são os maiores desafios e obstáculos observados no terreno.

Somam-se a isso a insegurança provocada por conflitos armados, restrições de acesso logístico e a desconfiança comunitária, que dificultam a vigilância e a distribuição de ajuda em regiões recentemente atingidas.

Em parceria, o WFP, a OMS e o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, continuam a atuar lado a lado com o Governo da RD Congo para conter a tragédia antes que esta supere a capacidade de resposta internacional.

Cimeira em Angola promoveu emancipação das mulheres na aviação global

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Cimeira em Angola promoveu emancipação das mulheres na aviação global

Mulheres

Evento contou com quase mil participantes e serviu de plataforma para apresentar iniciativas que elevam a representação e a liderança das mulheres na aviação; apenas 4% delas são pilotos e cerca de 20% de controladoras do tráfego aéreo.

Luanda, capital de Angola, recebeu, na semana passada, a Cimeira Global sobre Género na Aviação 2026, da Organização da Aviação Civil Internacional das Nações Unidas, Icao. 

O encontro reuniu governos, indústria, organizações internacionais e a academia, promovendo a adoção de novas práticas capazes de fortalecer a participação e liderança das mulheres, diminuindo as assimetrias de género no setor.

Crescimento sustentável e igualitário

Segundo a Icao, as mulheres representam aproximadamente 4% dos pilotos, 3% dos engenheiros e técnicos de manutenção de aeronaves e 20,6% dos controladores de tráfego aéreo globalmente.

Mais de 950 participantes partilharam conhecimentos, consolidaram parcerias e identificaram ações concretas para ajudar a construir uma força de trabalho mais inclusiva e resiliente.

Os presentes também sublinharam a importância de reforçar a recolha e utilização de dados desagregados por sexo. O seu objetivo é promover políticas informadas, fortalecer a responsabilização, medir o progresso e apoiar a tomada de decisões baseada em evidências, sublinha a Icao. 

Em Angola, as entidades reforçaram ainda que a promoção da emancipação feminina na aviação constitui um imperativo estratégico para a inovação e preparação do setor face aos grandes desafios do futuro.

Mulheres são parte integral da aviação

Atualmente, as mulheres continuam sub-representadas em muitas profissões relacionadas com o transporte aéreo a nível global, 

Esta discrepância não só prejudica as trabalhadoras, como também o próprio setor, ao limitar a capacidade da indústria de mobilizar toda a gama de competências, talentos e perspetivas necessárias para o seu futuro.

Neste sentido, o secretário-geral da Icao, Juan Carlos Salazar, destacou na cimeira o papel essencial desempenhado pelas mulheres na aviação. O responsável acrescentou ainda que o futuro deste domínio depende do pleno aproveitamento do potencial e talento de todos os seus profissionais.

Doenças tropicais nos países lusófonos na mira da OMS

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Doenças tropicais nos países lusófonos na mira da OMS

Por Valéria Maniero*

Saúde

Infectologista brasileiro Marcus Lacerda assumiu liderança do programa voltado à pesquisa e treinamento; em entrevista à ONU News, ele destacou que o idioma comum entre as nações lusófonas deve ser aproveitado como uma ponte para acelerar troca de conhecimentos, avanço tecnológico e inovação na saúde.

A ONU News conversou com o médico infectologista brasileiro Marcus Lacerda. Desde março deste ano, ele é o diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais, TDR, da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça.

O diretor falou sobre as principais prioridades do programa e, ao olhar para os países de língua portuguesa, apontou os desafios e as conquistas que devem ser celebrados. Além disso, comentou sobre o papel que a inovação, incluindo a inteligência artificial, desempenhará no enfrentamento das doenças tropicais nos próximos anos.

Os primeiros meses na OMS

Na entrevista à ONU News, Lacerda abordou os maiores desafios para transformar evidências científicas em políticas públicas efetivas no controle dessas enfermidades.

Ele contou que os cinco primeiros meses à frente da área responsável por doenças tropicais na OMS foram extremamente intensos.

“Minha primeira Assembleia Mundial da Saúde, entendendo um pouquinho de como é essa dinâmica multilateral, que é uma iniciativa que tem sido atacada, mas que a gente tem aprendido muito como lidar com ela, como ouvir as pessoas, como fazer discussões que certamente são mais difíceis, mas que são as únicas discussões que têm uma vida mais longa”.

Esse processo, quando se trata de doenças tropicais, é fundamental, de acordo com o especialista, porque esse grupo de enfermidades está espalhado por vários países, com diferentes economias e atores atuando neles.

O que faz o programa

O diretor explicou que o programa para doenças tropicais foi criado há 52 anos com a ideia de treinar pesquisadores que estejam em áreas endêmicas, em países de baixa e média renda. Esse espírito e essa missão permanecem. Além disso, o TDR ajuda no desenvolvimento de novas ferramentas e na implementação delas nos territórios onde são necessárias.

Segundo ele, “não adianta registrar ou desenvolver uma droga ou vacina se ela não chegar até as pessoas que mais precisam”.

Assim, o TDR tem hoje a missão de viabilizar a implementação dessas ferramentas nessas áreas.

Países de língua portuguesa: desafios e conquistas

Olhando para os países de língua oficial portuguesa, Lacerda destaca o Brasil, que teve um crescimento expressivo não só no desenvolvimento, mas na produção de ferramentas de combate às doenças tropicais, contando com grandes instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan.

Por outro lado, existem vários países na África que, segundo ele, não têm uma conexão muito clara na área da saúde, apesar de existir a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp. 

Segundo o especialista, esses países, ao se tornarem independentes na década de 1970, iniciaram uma construção interna, inclusive na área de ciência e tecnologia, que ainda é relativamente recente.

Ele ressalta que a língua que une essas nações deve ser explorada para promover a troca de experiências entre países como Brasil, Portugal, Moçambique e Angola.

“Esses vários países devem usar a língua como uma ferramenta de intercâmbio de experiências, porque na África a gente tem, claramente, países que falam francês ou que falam inglês e eles têm uma conexão maior do que aqueles que falam português. Então, esse é um desafio, e o TDR tem colocado os seus treinamentos e as suas estratégias muito direcionadas para a língua. E certamente agora, com a minha presença no TDR, os países de língua portuguesa viraram uma prioridade definitiva”.

OMS Progressos notáveis ​​foram feitos contra as doenças tropicais negligenciadas (DTN) nos últimos 10 anos

Ao abordar os desafios de transformar evidências científicas em políticas públicas eficazes no combate às doenças tropicais, Lacerda destacou que uma excessiva burocracia se consolidou ao longo do tempo.

Segundo ele, entraves em agências regulatórias, processos de aprovação ética e avaliações de economia em saúde acabam limitando o alcance dessas ferramentas, sobretudo em regiões de difícil acesso.

“Então, essa implementação precisa ser de forma cuidadosa e levar em consideração também a cultura de cada região. Ou seja, implementar uma ferramenta não significa apenas trazer aquela ferramenta para o país, eu preciso entender qual é a localidade, qual é o tipo de pessoa que eu estou atingindo, e se aquela medicação é para criança, é para uma gestante, é para uma população rural, é para uma população indígena”.

Este assunto faz com que a abordagem seja diferente em cada país. Ainda de acordo com o diretor, os sistemas e os ministérios da saúde ainda têm muita dificuldade em transformar isso em realidade. E este é, portanto, o papel do TDR.

IA e as doenças tropicais

O diretor destacou o papel que a inovação — em especial a inteligência artificial — desempenhará no enfrentamento das doenças tropicais nos próximos anos.

Segundo ele, os cientistas desses países enfrentavam uma barreira inicial significativa: a comunicação em inglês e a redação de artigos e propostas de financiamento científico. A IA reduziu consideravelmente essa distância.

Além desse avanço, modelos preditivos sobre mudanças climáticas serão fundamentais para que essas nações possam antecipar o surgimento de doenças, identificando antecipadamente se ocorrerão na forma de surtos locais ou grandes epidemias.

Para o especialista, a consolidação dessas ferramentas trará muito mais agilidade aos sistemas de saúde locais.

*Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.

Inteligência Artificial avança nos processos eleitorais da América Latina

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Inteligência Artificial avança nos processos eleitorais da América Latina

Legislação e prevenção de crimes

Ferramentas digitais já apoiam tribunais e órgãos eleitorais em países da região; combatendo desinformação, automatizando triagens e reforçando a transparência; especialistas alertam que o uso exige cautela para não comprometer direitos e a confiança pública.

Na América Latina, a aplicação da inteligência artificial, IA, nos processos eleitorais está se tornando realidade.

Automações para combater a desinformação, fiscalizar contas e fazer triagem de processos judiciais são utilizadas em países como Brasil, México, Chile e Panamá.

Princípios de transparência 

Durante um diálogo regional promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, as autoridades eleitorais latino-americanas destacaram o potencial da IA para processar grandes volumes de dados.

O relatório em colaboração com o Departamento de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz das Nações Unidas destaca que a IA é um importante componente da administração eleitoral. Suas funcionalidades integram desde o reconhecimento biométrico a atendimentos por chatbots.

No entanto, a utilização não pode ser indiscriminada. Segundo o estudo, para manter a confiança pública, princípios de transparência devem ser seguidos.

Unsplash Uma urna permite que uma eleição seja secreta

Desafios práticos e respostas nacionais

A IA tem sido introduzida em órgãos de gestão eleitoral na América Latina para lidar com necessidades operacionais e de governança. Cada país da região está a adotar abordagens específicas para utilizar e regular a inovação digital.

A agência da ONU lembra que em âmbito da resolução de disputas e do ecossistema de justiça, o Supremo Tribunal Federal do Brasil, por exemplo, se destaca pelo uso de sistemas IA para analisar o grande volume de recursos e processos, automatizando a triagem preliminar de casos. 

Já no México, o Instituto Nacional Eleitoral exige que qualquer decisão gerada por algoritmos seja revista e validada por uma pessoa. A representante da organização, Norma de la Cruz, afirma que essa decisão visa proteger a transparência, os direitos humanos e o controle democrático.

Mulheres candidatas são mais afetadas

Pioneiro com a monitorização digital, o Tribunal Eleitoral do Panamá emprega ferramentas para escuta ativa de redes sociais contra desinformação e campanhas de difamação. Esse monitoramento também ocorre no Chile. Desde 2020, o Serviço Eleitoral utiliza o sistema para detecção de ameaças institucionais. 

Segundo a presidente da entidade chilena, Pamela Figueroa, os resultados indicam que a violência política digital afeta desproporcionalmente as mulheres candidatas. 

Proteção de dados

Apesar das inovações, a região também enfrenta barreiras estruturais como restrições orçamentais, escassez de profissionais e potenciais preconceitos culturais e linguísticos em ferramentas desenvolvidas fora da América Latina.

Para o Pnud, as autoridades devem avaliar se a IA é realmente a solução adequada, garantindo que o seu uso promova eleições mais transparentes e confiáveis, em vez de responder a tendências tecnológicas. A IA pode auxiliar em diversas tarefas, como no processamento de documentos eleitorais e na detecção de ameaças digitais.

De acordo com o relatório, as boas práticas envolvem testes rigorosos, equipes multidisciplinares, códigos abertos e proteção de dados. Contudo, a agência indica para que nem toda tarefa automatizada seja delegada a sistemas tecnológicos. Pequenas falhas podem comprometer direitos, excluir cidadãos do processo ou interferir na credibilidade dos resultados.

Vítimas de tráfico são forçadas a integrar redes de fraudes, alerta a ONU

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Vítimas de tráfico são forçadas a integrar redes de fraudes, alerta a ONU

Legislação e prevenção de crimes

No Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, organização destaca o crescimento do recurso ao tráfico humano por parte de criminosos; vítimas são obrigadas a cometer crimes e relatam casos de tortura, abuso sexual, fome e isolamento; africanos são o grupo mais traficado.

Redes criminosas internacionais estão a expandir o tráfico humano para alimentar esquemas de fraudes online, forçando a participação de centenas de milhares de vítimas em várias atividades ilegais, sob pena de coação. 

O alerta foi dado pela Organização Internacional para as Migrações, OIM, no contexto do Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas. A data é assinalada neste 30 de julho sob o tema “Presos por detrás do esquema”.

Guterres apela a uma resposta global contra o tráfico

Em mensagem, António Guterres relembrou que o tráfico de seres humanos constitui uma grave violação dos direitos humanos. O secretário-geral da ONU deixou ainda um apelo a uma resposta coletiva, capaz de identificar estas redes criminosas e cortar as suas vias de financiamento.

O tráfico para fins criminais tem crescido rapidamente nos últimos anos. De acordo com o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, Unodc, este tipo de exploração aumentou de 1% das vítimas detetadas a nível mundial em 2016 para 8% em 2022. 

Ainda em 2022, vítimas de 162 nacionalidades foram traficadas para 128 países. Por sua vez, cerca de 70% das pessoas que foram investigadas, acusadas e condenadas por tráfico eram homens.

Já as vítimas africanas são o grupo mais amplamente traficado pelas organizações criminosas, representando 31% dos fluxos de tráfico transfronteiriço, indicam os dados da ONU. 

© Sibylle Desjardins / OIM Uma ex-vítima de tráfico humano na Mauritânia

Recrutamento é feito nas plataformas digitais 

O tráfico humano para criminalidade forçada ocorre quando pessoas são exploradas e obrigadas a cometer crimes em benefício dos traficantes, frequentemente através de engano, ameaças ou coação.

Muitas vezes, o recrutamento começa em plataformas online. Os anúncios de emprego fraudulentos visam pessoas que falam várias línguas, têm competências digitais e estão familiarizadas com as redes sociais.

As burlas não são o único crime praticado pelas vítimas, que também são forçadas a uma grande variedade de atividades ilegais, incluindo furtos, tráfico de droga, fraude financeira e esquemas online.

De acordo com Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, estima-se que mais de 300 mil pessoas estão atualmente presas em centros controlados por estas organizações criminosas.

Proteção das vítimas no centro da resposta 

Perante a expansão geográfica do tráfico de pessoas, a OIM tem vindo a reforçar o apelo à prevenção, à proteção das vítimas, à cooperação transfronteiriça e a parcerias reforçadas para desmantelar redes de tráfico.

Ainda este ano, a agência lançou a sua nova Estratégia Regional de Resposta ao Tráfico de Pessoas para Criminalidade Forçada na Ásia e no Pacífico 2026 – 2030. 

O plano prevê a proteção de vítimas, a cooperação transfronteiriça e o reforço de parcerias para desmantelar redes de tráfico.

No Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas de 2026, a OIM enfatiza que as pessoas forçadas a cometer crimes dentro de centros de golpes são vítimas de tráfico e como tal devem ser protegidas.

IA pode fortalecer a prevenção de incêndios que assolam a Europa e a América

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: IA pode fortalecer a prevenção de incêndios que assolam a Europa e a América

Clima e Meio Ambiente

Segundo a ONU, 90% dos focos vêm da ação humana, confirmando que o combate deve anteceder as chamas; receita para parar a crise envolve satélites no monitoramento, restauração florestal, promoção da consciência e gestão proativa.

Os incêndios florestais que assolam a Europa e a América do Norte expõem, de forma dramática, a urgência de fortalecer a prevenção, a resiliência comunitária e as ações climáticas globais.

Nesta quinta-feira, um informe da Comissão Econômica da ONU para a Europa, Unece, destaca que superar esse desafio exige uma mudança paradigmática que envolve substituir a simples resposta de emergência pela prevenção proativa.

Mapeamento de risco em tempo real

O investimento em tecnologias de detecção precoce, tais como inteligência artificial, monitoramento por satélite e mapeamento de risco em tempo real, aliado à restauração da paisagem florestal, surge como a via mais eficaz para salvar vidas e proteger economias. Entidades internacionais continuam a liderar esforços entre dezenas de Estados-membros para promover a resiliência das florestas.

© Unsplash/Caleb Cook Cerca de 90% das queimadas ainda resultam da atividade humana

Em um cenário de grande destruição, a situação já consumiu mais de 4,3 milhões de hectares nos Estados Unidos e 3,7 milhões no Canadá. 

Para a Unece, a atual temporada de queimadas reitera a dura realidade que quando o fogo atinge sua intensidade máxima, contê-lo torna-se quase impossível. Isso faz da preparação antecipada a única defesa real.

Evacuação em massa de residentes e turistas

Na Europa, a gravidade da crise sobressai na região de Gironde, na França, que viu cerca de 42 mil hectares de pinhais reduzidos a cinzas. Esta realidade forçou a evacuação em massa de residentes e turistas.

A Espanha enfrenta um dos seus piores anos em décadas, com mais de 200 mil hectares queimados, ou o dobro da média histórica anual do país. À medida que ondas de calor, secas severas e ventos fortes avançam, a União Europeia alerta que o foco do perigo se desloca para o leste, ameaçando países como Grécia e Itália.

A Unece alerta que os impactos dessas tragédias extrapolam em muito as margens das florestas. Além de ceifar vidas e destruir infraestruturas críticas, os incêndios geram prejuízos anuais diretos estimados em €2,5 bilhões na União Europeia. 

A fumaça viaja por milhares de quilômetros na região, degradando a qualidade do ar e agravando doenças respiratórias e cardiovasculares.

Departamento contra Incêndios de São Francisco Atual temporada de queimadas reitera a dura realidade que quando o fogo atinge sua intensidade máxima

A longo prazo, as comunidades arcam com custos invisíveis, tais como perda de biodiversidade, queda na produtividade agrícola e altos investimentos necessários para a restauração ecológica.

Atividade humana e o ciclo do carbono

Embora as alterações climáticas criem o ambiente perfeito para incêndios mais frequentes e severos, cerca de 90% das queimadas ainda resultam da atividade humana, seja por negligência ou ato deliberado. 

Esse fator demonstra que muitos desastres poderiam ser evitados mediante conscientização pública, regulamentações rigorosas e gestão florestal sustentável.

Ao mesmo tempo, cria-se um círculo vicioso em que o aquecimento global piora as queimadas e o fogo, ao consumir a vegetação boreal e temperada, libera bilhões de toneladas de carbono na atmosfera, acelerando ainda mais a crise climática.

Famílias ucranianas têm de pernoitar em estações de metrô por causa de ataques

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Famílias ucranianas têm de pernoitar em estações de metrô por causa de ataques

Paz e segurança

Centenas de drones e dezenas de mísseis russos foram lançados contra a capital Kyiv, atingindo casas, pré-escolas e forçando as pessoas a buscarem abrigos subterrâneos; outras áreas do país também foram alvejadas, deixando civis mortos, incluindo crianças.

A Rússia lançou um ataque em larga escala contra a Ucrânia durante a madrugada de quinta-feira, utilizando dezenas de mísseis e centenas de drones.

A ofensiva atingiu áreas residenciais perto da capital Kyiv e em várias outras partes do país.

Crianças assustadas

Muitas pessoas que vivem em Kyiv tiveram que dormir em estações de metrô para se proteger dos ataques.  Uma das vítimas, Maryna e seus dois filhos correram para o metrô após ouvir as sirenes. 

Ela contou que apesar de, geralmente, se refugiar nas escadarias do prédio, desta vez tiveram que se refugiar em um local mais seguro por causa da intensidade dos bombardeios.

O ataque matou e feriu civis, incluindo várias crianças. Além disso, casas e pré-escolas foram danificadas. Trabalhadores humanitários e socorristas estão oferecendo assistência para as pessoas afetadas.

Primeiros socorros psicológicos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, registrou pelo menos três crianças mortas e sete feridas. 

As equipes do Unicef e organizações parceiras estão oferecendo cuidados urgentes, incluindo primeiros socorros psicológicos, gestão de casos e assistência financeira para as famílias.

O escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, lamentou que mais uma vez, famílias nas regiões de Dnipro, Lviv e Kyiv perderam entes queridos ou ficaram sem casa.

A agência enfatizou que civis e infraestruturas civis são protegidos pelo direito internacional humanitário e não deveriam se tornar alvos em nenhuma circunstância.